Nesta altura a banda era formada por David Coverdale (vocais), Bernie Marsden e Micky Moody (guitarras), Neil Murray (baixo) e Dave Dowle (bateria). Em 1978 saiu o álbum considerado de estreia dos Whitesnake, Trouble. No ano seguinte, Jon Lord (que havia saído do Deep Purple) junta-se à banda e são gravados Lovehunter de 1979, Ready An' Willing e Live in the Heart of The City, ambos de 1980.
Live in the Heart of City é um duplo álbum que reúne dois concertos feitos pela banda: o Live In The Heart Of City de 23 e 24 de Junho de 1980 e o Live at Hammersmith de 23 de novembro de 1978. O concerto mais antigo contém alguns temas dos Deep Purple da época em que Coverdale esteve nos vocais.
Come and Get It sai em 1981 e marca a entrada de Ian Paice na banda. Apesar de tantos 'ex-Purples', o som dos Whitesnake teve, desde o início, um estilo diferente dos Deep Purple, mais voltado para o hard rock americano, com fortes influências 'redneck' presentes na guitarra com slide de Moody, ótimos 'riffs' e um baixo bem presente e elaborado.
Em 1982, muitas mudanças ocorrem nos Whitesnake, até o término da banda foi equacinado, o que não aconteceu. Bernie Marsden, Neil Murray e Ian Paice deixam a banda. Mas Coverdale não esmorece e chama Cozy Powell para substituir Paice. Mel Galley (ex-Trapeze) assume a guitarra e Colin Hodgkinson o baixo. Lançam Saints And Sinners que conquista o público com músicas como "Here I Go Again" e "Crying In The Rain".
Slide It In de 1984 traz mais uma mudança: Micky Moody sai, sendo substituído por John Sykes (ex-Tygers of Pan Tang). O álbum é um sucesso icluindo "Love Ain't No Stranger" e "Guilty Of Love", considerado um dos melhores da banda. Mel Galley apresenta problemas no braço e fica afastado da banda. Os Whitesnake seguem com um só guitarrista. O baixista Neil Murray volta para a banda enquanto Jon Lord sai e é substituído por Richard Bailey.
Em 1985 a banda toca no Brasil, no Rock in Rio que é o último concerto com Cozy Powell na bateria. Para o seu lugar entra Aynsley Dunbar. Whitesnake de 1987, traz como participação especial, o guitarrista Adrian Vandenberg. A música "Is This Love" toma conta dos Tops mundiais.
Entretanto, Tommy Aldridge e Rudy Sarzo (Quiet Riot) substituem Aynsley Dunbar e Neil Murray respectivamente. Vandenberg passa a efectivo dos Whitesnake, John Sykes sai sendo substituído por Vivian Campbell e a banda volta a ser um quinteto. O próximo álbum Slip of the Tongue de 1989 porém, tem Steve Vai na guitarra, em vez de Campbell.
Apesar do sucesso de hits como “The Deeper The Love”, o disco não vendeu muito bem, e Coverdale decide parar com a banda durante um tempo. Ele volta em 1993 com um projecto chamado Coverdale Page (com Jimmy Page, ex-Led Zeppelin).
Coverdale reformulou os Whitesnake em 1994, com Adrian Vandenberg (Guitarra), Warren De Martini (Guitarra), Paul Mirkovich (Teclados), Rudy Sarzo (Baixo) e Denny Carmassi (Bateria) lançando uma colectânea, Greatest Hits. Em 1997 sai o novo álbum, Restless Heart.
Starkers in Tokyo surgiu quando a EMI propôs que Coverdale e Adrian Vandenberg fizessem um espectáculo acústico no Japão para promover o novo álbum. O resultado foi tão bem aceite pelos fãs que acabou com a publicação de mais um álbum.
Em 2000, é lançado The Best Of, um disco que traz parte dos grandes hits que fizeram dos Whitesnake uma das melhores e maiores bandas de hard rock do mundo. Em 2003, iniciam uma tour mundial, onde formam "headliners" em diversos festivais na Europa e América do Norte. No "line up" estão Reb Beach e Doug Aldrich nas guitarras, Timothy Drury nos teclados, Marco Mendoza no baixo e Tommy Aldridge na bateria, além é claro, de David Coverdale nos vocais.
Em 2008 a banda lança o álbum Good to Be Bad, após 11 anos, sem lançar um álbum de originais. O disco surge em versão CD normal, uma versão com caixa rígida especial com ofertas como poster, autocolantes e faixas extras e ainda em versão LP especial. O álbum contém hits instantâneos como "Lay Down Your Love", "Can You Hear the Wind Blow", "Good To Be Bad" e ainda as baladas "All I Want All I Need" e "Summer Rain". O álbum foi muito bem acolhido pela imprensa e foi considerado o álbum do ano de hard rock.
O 11º álbum de estúdio, Forevermore, sai a 25 de Março de 2011. Foi gravado, produzido e misturado por Coverdale, pelo guitarrista Doug Aldrich e Michael McIntyre na Snakebyte Studios e Grumblenott Studios & Villas em Lake Tahoe, no Nevada, com trabalho adicional na Casa Dala, Sherman Oaks, na Califórnia.
Com Forevermore, Coverdale reacendeu uma veia explosiva de criatividade juntamente com o guitarrista e co-produtor Doug Aldrich, contando com a participação activa de Reb Beach, na guitarra, Briian Tichy, na bateria e Devin Michael, no baixo. Como no anterior álbum dos Whitesnake, Coverdale foi auxiliado de maneira muito eficiente por Aldrich, o que lhe permitiu abrir o coração e alma para expressar emoções e empatia, sentimentos raramente ouvido nestes dias em qualquer género musical.
Os Whitesnake actuaram ao vivo em Portugal por seis vezes. A primeira, a 28 de Agosto de 1983 (o concerto marcado para o dia anterior - 27 de Agosto - teve de ser adiado por os camiões de material de palco terem ficado retidos na fronteira, por falta de alguns documentos), no Pavilhão do Dramático de Cascais, local de culto do Rock, que recebeu a banda de novo em 8 de Agosto de 1990. Ainda antes de ser demolida, a "Catedral do Rock" voltou a receber a banda de Coverdale a 13 de Julho de 1994. A quarta passagem dos Snake em Portugal aconteceu com um concerto no Pavilhão Atlântico em 29 de Setembro de 2004. Seguiu-se uma actuação a 14 de Junho de 2006, no mítico Coliseu dos Recreios. A última vez que o grupo de David Coverdale esteve entre nós aconteceu a 2 de Agosto de 2008, no Festival EXPOFACIC em Cantanhede, Coimbra.
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